Almecegueira

Hedwigia balsamifera Swartz, Bursera balsamifera Pers, Humiria balsamifera Aublet, Incenso brasileiro, Bálsamo houmiri, Família das terebinthaceas

Almecegueira

    História Natural. Cálice com cinco divisões, corola de cinco sepálas aderente ao receptáculo, vinte estaminas periginas; ovário superior, ovoido; estilo singelo cabeludo, fruto de cinco cápsulas monospermas.  Árvore de tamanho elevado, alcançando de quarenta a sessenta pés de altura. A Almecegueira apresenta uma casca espessa, avermelhada e uma madeira dura, de uma cor vermelho escuro. Suas folhas são alternas, verdes e de ponta aguda. As folhas nascentes são avermelhadas, as flores são brancas e pequenas. Encontra-se em número nas províncias do norte sobretudo no Pará e Rio Negro. Cresce também na Bahia, em Pernambuco e Minas Gerais. Pelas incisões que praticam na casca, decorre uma substância resinosa líquida, transparente, acre, amarelada que se torna mais consistente pela única exposição ao ar, constituindo estalactites de um branco amarelo.

    Análise Química. Mr. Bonastre demonstrou que sobre cem partes da resina se observa, óleo volátil 12; extrato muito amargo 2,8; matéria combinada com cal 8; sais à base de potassa e de magnésia 4; resina 74; sous resina ou burserina 5; perda 5 (Journal de Pharmacie t.13, p. 485) A burserina é pulverulenta, insípida, sem cheiro; solúvel dentro do éter, insolúvel dentro do álcool frio.

     Propriedades. O uso do incenso brasileiro é muito avaliado no curativo das moléstias de peito e sobretudo da tísica pulmonar. Convém igualmente nas diarreias crônicas. Aplicado sobre a pele na forma de emplasto ou de unguento, produz uma ligeira rubefação e mitiga as dores do reumatismo. O óleo essencial que se extrai da Almecegueira combate o verme solitário, como o fazem os purgantes drásticos. Diz o Martius que se deixa secar em cima da árvore a resina líquida, a qual depois serve para ser queimada nas igrejas, o que faz suspeitar que em estado fresco a resina contém porção de ácido benzoico. O Descourtilz assevera que se prescreve a mesma resina no tratamento da epilepsia. Faz-se com a solução da resina uma água que se assemelha ao alcatrão. O óleo essencial administra-se por oitava ou duas em uma emulsão. Dão-se as pílulas compostas da parte resinosa como estimulantes dos órgãos respiratórios na dose de duas até oito por dia.

 

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