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Justificativa

Vivemos em uma época onde novos conhecimentos científicos são apresentados diariamente. Segundo a pesquisa Percepção da Ciência e Tecnologia: uma análise na escola, realizada pelos pesquisadores Márcia Borin da Cunha (UNIOESTE) e Marcelo Giordan (USP), “o povo brasileiro se informa pouco sobre Ciência e Tecnologia na mídia e, além disso, não vê a Ciência como elemento da cultura ou como assunto para discussões informais” (2007). Ildeu de Castro Moreira (UFRJ) e Luisa Massarani (FIOCRUZ) ressaltam que, “embora tenha havido um interesse crescente no meio acadêmico relativo às atividades ligadas à divulgação científica, o quadro geral ainda é bem frágil, pois tais atividades ainda continuam marginais” (Moreira e Massarani, 2000, 64). Além disso, 85% de brasileiros não são capazes de citar algum importante cientista brasileiro. Estes dados constam da enquete realizada pelo MCTI sobre a pesquisa “O que o Brasileiro Pensa da Ciência e Tecnologia”, que, em 2010, fez um levantamento sobre a percepção pública da Ciência no Brasil.

Com o intuito de contribuir para uma melhora do cenário descrito acima, foi criado o Projeto “A Ciência que eu Faço”. Sua atuação no âmbito do cenário das ações empreendidas pelo MCTI torna-se instigante quando considera-se a relevância da divulgação das entrevistas realizadas no âmbito do Projeto. Em primeiro lugar, ressalta-se seu potencial em contribuir para o despertar de uma vocação de alunos e estudantes do ensino fundamental e médio para a carreira científica, missão intrínseca na divulgação e popularização da ciência. Também destaca-se o potencial documental dessas entrevistas e de sua utilização como fonte privilegiada de pesquisa para a comunidade acadêmica. Vista por esse ângulo, o acervo constituído visa contribuir sobremaneira para o desenvolvimento da memória e História da Ciência no Brasil, na medida em que se constitui em arquivos e fontes para o historiador da Ciência e para outros que se debruçam sobre o tema. Assim, por meio do estudo do corpus documental é possível compreender aspectos sociais, econômicos e políticos das culturas em que foram produzidos e utilizados.

Outra questão diz respeito aos mecanismos legais existentes na esfera estatal e que abordam a importância da divulgação da Ciência e Tecnologia no país, empreendida com destaque pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Assim, “A Ciência que eu Faço” se constitui em instrumento de política pública, reunindo vasto material de divulgação e pesquisa em C&T brasileira e nesse sentido, contribui para a valorização da Ciência e Tecnologia no Brasil. A iniciativa contribui para compor, na esfera estatal, um dado capital social que constitui e define a face da Ciência e Tecnologia no país. O projeto revela um modo de identificação dos gestores e pesquisadores como críticos de práticas que estão sendo revistas. Cria-se com esse projeto elementos daquilo que Manuel Castels denomina como identidade de projeto, quando os sujeitos, utilizando-se de tal capital, constroem uma nova identidade capaz de redefinir sua posição na sociedade e, ao fazê-lo, transformam de alguma forma a estrutura social (CASTELLS, 1999).

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Coordenação do Projeto

Vera Pinheiro | Jornalista

Tel.: 21•97191-5502 | 21•3514-5590

E-mail: verapinheiro@mast.br

A CIÊNCIA QUE EU FAÇO | Realização: Vera Pinheiro | MAST
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